Foto: Sindicato dos Bancários / Ba

Em assembleia realizada nesta terça-feira (11) o Sindicato dos Bancários da Bahia (SBBA) a proposta de 6% de reajuste salarial apresentada pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) na semana passada e aprovaram a greve por tempo indeterminado a partir de terça-feira (18). Na próxima segunda (17), uma nova assembleia será realizada para organizar a paralisação no estado.
Os trabalhadores destacaram que, além de muito aquém do esperado, a proposta inclui a desvalorização da categoria, pois não repõe as perdas salariais, que chega a 90% na média, desde o primeiro ano do governo FHC. Para os bancários, este ano é preciso que a greve seja forte para enfrentar os banqueiros, que já começaram a mostrar o lado terrorista e forçaram a radicalização. Para a categoria, são indispensáveis que se conquiste nessa campanha o fim do assédio moral, isonomia e a recuperação das perdas, que parece impossível diante do aumento real oferecido, de 0,58%.
De acordo com o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, que participa do processo de negociação, a indicação do comando nacional grevista de aprovar a paralisação com antecedência tem dois objetivos. Um é cumprir as determinações legais de antecedência de 72 horas, para que o banco não tente entrar com dissídio contra a greve, e o outro é ampliar o canal com a população, conquistando mais apoio e assim pressionar os bancos.
“A radicalização é necessária para desmascarar os banqueiros, que adotaram o discurso de que não é possível conceder aumento real por conta da redução dos juros imposta pelo governo federal. O que é um verdadeiro absurdo, pois a medida beneficia a população e não afeta o rendimento das empresas, que é cada vez mais bilionário”, afirmou Souza.
Para o presidente do SBBA, Euclides Fagundes Neves, a hora é de intensificar e lotar as assembleias, além de ampliar a unidade para que o movimento permaneça forte até o fim. “Temos que fazer uma grande mobilização para arrancar o máximo de benefícios dos bancos e garantir direitos”, avalia.

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