A perda de território do município de Macaúbas, noticiado pelo Correio Macaubense em 8 de janeiro deste ano, para as cidades de Riacho de Santana, Botuporã e Tanque Novo finalmente chamou a atenção da Câmara de Vereadores de Macaúbas. Após intensos questionamentos feitos cidadãos macaubenses às autoridades locais, o presidente do Legislativo, Marcos Ricardo Figueiredo Pinto, ou Marquinhos, como é conhecido, utilizou sua fala na tribuna para discursar sobre a enigmática perda.
Veja abaixo a íntegra do discurso feito na sessão desta segunda-feira (17) e divulgado pelo site Macaúbas On Off:
“Boa noite senhores vereadores, funcionários desta Casa, pessoas que aqui nos prestigiam com suas presenças.
Quero fazer uso da tribuna para manifestar, ao mesmo tempo comunicar esta Casa, que  acompanhado do Dr. Cezar Rômulo, estive em Salvador em duas audiências, uma na Superintendência de Estudos Econômicos – SEI e  outra na Assembléia Legislativa no gabinete do deputado João Bomfim.
 
De uma coisa temos certeza, a área que o município de Macaúbas perdeu talvez por negligência do ex-gestor, ou mesmo acordo firmado entre prefeitos, isso ainda vamos afirmar depois da manifestação que tramitará nas instâncias legais do Estado e da União..
 
O que temos certeza é que o município de Macaúbas ficará no prejuízo, e grande… Prejuízo porque vai reduzir o número de habitantes e a previsão de atingirmos um coeficiente de 2.2% para 2014 – praticamente as expectativas são remotas ou mesmo impossíveis.
 
As nossas expectativas eram ultrapassar os 50.000 habitantes, assim como outros municípios do mesmo porte de Macaúbas.
Segundo o representante da SEI, o município só perde receita se tivermos uma perda acima de 3.500 habitantes. Macaúbas hoje tem aproximadamente 47.750 mil habitantes, então eles têm que saber que se estávamos com dificuldades de atingirmos os 50.000 habitantes, agora piorou.
 
Uma coisa eu tenho certeza, se não conseguirmos o nosso objetivo de crescer a receita para atingir 2.2 em 2014 no coeficiente a culpa é dos ex gestores que não respeitaram os moradores daquelas comunidades, abandonados e hoje são moradores dos municípios de Riacho de Santana, Botuporã e Tanque Novo.
 
Somente duas justificativas têm para recuperar este prejuízo para Macaúbas:
1º provar que o município de Macaúbas terá perda de receita.
2º se os moradores manifestarem que querem ser do município de Macaúbas. 
 
Para encerrar quero que todos saibam que o Projeto de Lei foi aprovado em dezembro de 2012 e sancionado pelo Governador do Estado em 07 de janeiro de 2013 . O Projeto foi discutido na Assembléia Legislativa do Estado da Bahia e como não houve nenhuma manifestação dos deputados aqui votados deu por encerrado e tornou-se Lei.
 
Só quero deixar claro que esta Casa na nossa presidência não foi notificada. Se chegasse ao nosso conhecimento, sei respeitar o povo de Macaúbas e teria marcado uma Audiência Publica para uma manifestação popular e também faria uma manifestação no dia da votação na Assembléia Legislativa da Bahia para impedir que Macaúbas fosse retalhada.
 
Estou aqui diante de todos dizendo que, quem gosta e ama Macaúbas não fazia vistas grossas diante de uma perda que no futuro iremos chorar.
 
Chorar porque com todo respeito ao povo daquelas Comunidades e também pelo povo do Município de Riacho de Santana, sabemos que ali perdeu uma área de terra que será construído muitas torres de energia  eólica, que dará receita, o pior a questão ambiental que os nossos vizinhos tem a cultura de pegar partes das reservas nativas e fazer carvão para levar para as usinas do Estado de Minas Gerais.
 
Então se colocarmos tudo isso no papel temos certeza que o prejuízo e irreparável para o município de Macaúbas, ou melhor, um prejuízo jamais esquecido para os macaubenses. Quero agradecer ao Dr Cezar Rômulo por ter me acompanhado nas instâncias citadas e prontificou apoiar Macaúbas no que for possível para trazer de volta nosso patrimônio que é nosso território.”
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